terça-feira, 15 de maio de 2007

Requisitos de Software

Vimos que o software é parte de um sistema computacional mais abrangente e que a Análise de Sistemas é a atividade de identificar os problemas do domínio, apresentar alternativas de soluções e o estudo da viabilidade de cada uma delas. Uma vez que se tenha feito a análise do sistema computacional, e delimitado o escopo do software, os requisitos do software devem ser definidos e especificados.

O objetivo da definição dos requisitos é especificar o que o sistema deverá fazer e determinar os critérios de validação que serão utilizados para que se possa avaliar se o sistema cumpre o que foi definido.

O que são requisitos?

Requisitos são objetivos ou restrições estabelecidas por clientes e usuários que definem as suas diversas propriedades do sistema. Os requisitos de software são, obviamente, aqueles dentre os requisitos de sistema que dizem respeito a propriedades do software.

Um conjunto de requisitos pode ser definido como uma condição ou capacidade necessária que o software deve possuir (1) para que o usuário possa resolver um problema ou atingir um objetivo ou (2) para atender as necessidades ou restrições da organização ou dos outros componentes do sistema.

Tradicionalmente, os requisitos de software são separados em requisitos funcionais e não-funcionais. Os requisitos funcionais são a descrição das diversas funções que clientes e usuários querem ou precisam que o software ofereça. Eles definem a funcionalidade desejada do software. O termo função é usado no sentido genérico de operação que pode ser realizada pelo sistema, seja através comandos dos usuários ou seja pela ocorrência de eventos internos ou externos ao sistema.

São exemplos de requisitos funcionais:
  • "o software deve possibilitar o cálculo dos gastos diários, semanais, mensais e anuais com pessoal".
  • "o software deve emitir relatórios de compras a cada quinze dias"
  • "os usuários devem poder obter o número de aprovações, reprovações e trancamentos em todas as disciplinas por um determinado período de tempo.
A especificação de um requisito funcional deve determinar o que se espera que o software faça, sem a preocupação de como ele faz. É importante diferenciar a atividade de especificar requisitos da atividade de especificação que ocorre durante o design do software. No design do software deve-se tomar a decisão de quais a funções o sistema efetivamente terá para satisfazer àquilo que os usuários querem.

Requisitos não-funcionais são as qualidades globais de um software, como manutenibilidade, usabilidade, desempenho, custos e várias outras. Normalmente estes requisitos são descritos de maneira informal, de maneira controversa (por exemplo, o gerente quer segurança mas os usuários querem facilidade de uso) e são difíceis de validar.

São exemplos de requisitos não-funcionais:
  • "a base de dados deve ser protegida para acesso apenas de usuários autorizados".
  • "o tempo de resposta do sistema não deve ultrapassar 30 segundo".
  • "o software deve ser operacionalizado no sistema Linux"
  • "o tempo de desenvolvimento não deve ultrapassar seis meses".
A necessidade de se estabelecer os requisitos de forma precisa é crítica na medida que o tamanho e a complexidade do software aumentam. Além disso, os requisitos exercem influência uns sobre os outros o que determina uma maior dificuldade no processo. Por exemplo, o requisito de que o software deve ter grande portabilidade (por exemplo, ser implementado em Java) pode implicar em que o requisito desempenho não seja satisfeito (programas em Java são, em geral, mais lentos). Devido à esta complexidade, faz-se necessário que as atividades associadas aos requisitos sejam gerenciadas durante todo o ciclo de vida do sistema.

Análise e especificação de requisitos de software

A análise e a especificação de requisitos de software são atividades para determinar os objetivos de um software e as restrições associadas a ele, bem como elaborar a especificação precisa do software.

Estas atividades devem ser vistas como parte da análise de sistemas. Normalmente, elas são iniciadas juntamente com a análise do sistema, podendo se estender após a elaboração do documento de especificação do sistema, quando serão refinados os requisitos do software.

Análise e especificação são atividades inter-dependentes e devem ser realizadas conjuntamente. A análise é o processo de observação, classificação e modelagem dos elementos do domínio. Deve-se identificar as pessoas, as atividades, as informações do domínio para que se possa decidir o que fará parte do sistema. Pessoas e as atividades que não serão informatizadas deverão ser consideradas entidades externas ao software.

A especificação é a descrição sistemática e abstrata do que o software deve fazer, a partir daquilo que foi analisado. Ela apresenta a solução de como os problemas levantados na análise serão resolvidos pelo software do sistema computacional. Visa descrever de maneira sistemática quais as propriedades funcionais são necessárias para resolver o problema do domínio. A especificação é também a forma de comunicação sistemática com os arquitetos, programadores e testadores do software.

Veja Slides de aula em PDF.

7 comentários:

SK disse...

muito boa matéria gostei imenso!
força

Anônimo disse...

Show!

Anônimo disse...

exelente!! ajudou mt

Leonardo disse...

Parabéns pelo post, abordou o assunto de forma clara e objetiva. Valeu. . .

Anônimo disse...

Muito Esclarecedor.
Está de Parabéns

Edilson disse...

Me ajudou no TCC, esta nas minhas referências.Obrigado por ajudar!

Natalia e Felipe disse...

Muito Bom Parabéns!