quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

O que é software?

Nesta aula você vai saber o que é software, conhecendo também uma perspectiva não convencional.

Um software é um conjunto de programas de computadores, em suas diversas formas (código fonte, objeto, executável, APIs, scripts, etc.) e toda a sua documentação associada.

Um programa é um conjunto de soluções algorítmicas, codificadas numa linguagem de programação, executado numa máquina real.

Os produtos de software podem ser desenvolvidos para um cliente em particular (Software personalizado, sob encomenda) ou para o mercado geral (Software genérico ou COTS – Commercial Off-The Shelf).

O software é um produto conceitual e lógico. Isto significa que o software não é um produto material, ele um produto ou artefato virtual. Ele apenas existe na mente das pessoas envolvidas com o seu desenvolvimento e utilização.

Exemplo

Para exemplificar esta perspectiva de software como artefato, vejamos o exemplo exemplo de um programa trivial que, com pequenas alterações no programa, mas sem alterar a essência do algoritmo, pode ser visto como aplicações de software de distintas.

Vejamos o seguinte trecho de interação entre o usuário (U) e o sistema (S).

S: Forneça um número:
U: 5.3
S: Você deve digitar apenas números inteiros:
U: 5
S: Forneça outro número:
U: 8
S: O resultado é -3

Observando a interação do usuário com o sistema podemos concluir que o software realizou uma subtração. Assim, a funcionalidade deste software é realizar subtrações de dois números inteiros. Vejamos, agora o algoritmo que está por trás deste software.

escreva("Forneça um Número:");
leia A;
enquanto A não for inteiro faça
escreva(Você deve digitar apenas números inteiros:)
leia A;
escreva("Forneça outro Número:");
leia B;
C = A - B;
escreva("O resultado é ", C);
Vejamos agora o que acontece se modificarmos as linhas 1, 6 e 9 deste algoritmo para
escreva("Forneça o valor de venda");
escreva("Forneça o valor de compra");
escreva("O lucro é",C);

Para o programador muito pouca coisa mudou, mas para o usuário deste sistema este software agora é visto como uma aplicação de cálculo de lucros de vendas. As alterações no programa foram bastante pequenas, mas produziu um efeito significativo. A perspectiva de software como artefato deve considerar como o usuário vê a aplicação. Os modelos conceituais da funcionalidade do software são distintos. Desta forma, temos software distintos com aplicações em domínios distintos. O programa nos fornece uma visão de funcionamento. O usuário possui apenas a visão de funcionalidade.

Podemos modificar as mesmas linhas do programa para:

escreva("Salário Bruto");
escreva("Descontos");
escreva("Salário líquido,C);

que produz um novo software.

Como este exemplo podemos entender melhor que embora o software seja um programa, ele precisa ser considerado como um artefato. Nestes exemplos, temos artefatos virtuais diferentes para programas com um mesmo algoritmo.

Para maiores informações, consulte o material de aula (em PDF).

Um comentário:

Bruno César Bulnes disse...

É uma ideia incomum considerar algo que utilizamos todos os dias como algo abstrato. Acredito que essa ideia demora um pouco para ser absorvida, mas também acredito que ela é mais correta.

Ótimo texto.